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O cuidar das crianças é
uma questão de
saúde publica.
Minha convicção
é de que quem
efetivamente
deseja melhorar
sua relação com
as crianças deve
entender e
exercitar melhor
seu papel como
cuidador. Do que
se trata esta
tarefa? O que de
fato é
necessário para
que os adultos
possam
contribuir para
a saúde mental
das crianças ou
não
atrapalhá-las em
seu
desenvolvimento
rumo a
Responsabilidade
e a
Criatividade?
Sempre me perguntei se é
possível ser um
"bom" pai ou mãe
e professor.
Isto já na minha
infância. E
depois de muitos
anos aceitei e
pude entender
algo que para
mim foi
decisivo: entre
adultos e
crianças existe
um hiato, ou no
dizer do
Psicanalista
Sandor Ferenczi,
"uma confusão de
línguas". Este
aprendizado é
vital e decisivo
para o cuidador.
Ele permite a
perda da ilusão
do adulto que
supostamente
sabe sobre a
criança que
supostamente não
sabe. Nesta
quebra torna-se
possível o
aprender com a
experiência e o
"bom" torna-se
desnecessário.
Ou seja, ser pai
e mãe será
suficiente. E
mais: poderá
existir na
relação entre a
criança e o
adulto a palavra
verdadeira que
evita a
procriação de
fantasmas.
Espero contribuir nesta
reflexão, cuja
base é: para
podermos ser
bons cuidadores
temos que
respeitar as
crianças. Sem
isto, o cuidar e
o educar ficam
unilaterais,
pobres e sem a
construção de um
mundo mais
saudável. Se
aceitarmos que o
adulto usa
sapatos grandes
em pés pequenos,
facilitamos
nossas relações
e perdemos em
muito o medo do
aprender com a
vida como ela é.
Como
adquirir:
O livro pode ser
adquirido no
Instituto
Wilfred Bion ou
na Livraria
Cultura
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